PATRICIA MARRA’S Blog


SEREMOS TODOS VELHINHOS POBRES?

Enviado em Uncategorized por pmarra em 8 08UTC agosto 08UTC 2011

 

O brasileiro não está se preparando para assegurar seu padrão de vida após a aposentadoria, é a conclusão de uma
pesquisa que entrevistou 500 funcionários de empresas do país, sendo mais da metade da amostra, das classes A e B.

O estudo revela que se poupa muito pouco no Brasil, em relação a outros países emergentes. No Brasil, o percentual da poupança doméstica em relação ao PIB é de apenas 15%, contra 22% no México; 31% na Índia; e 55% na China.

Quanto aos entrevistados, 71% revelam que não economizam para a aposentadoria, embora a maioria tema não ter dinheiro na velhice, para arcar com as despesas básicas depois de se aposentar. 70% temem não conseguir pagar assistência médica, 69% acreditam que os recursos poupados vão acabar antes do previsto e 63% acham que não vão poder sustentar os pais e sogros.

Esses dados são alarmantes, ainda mais quando a atual constatação é a de que o brasileiro nunca esteve tão endividado. Essa é a conclusão de um estudo recente, que comprova o que já desconfiávamos. A mentalidade de comprar a prazo, Considerando apenas se a parcela cabe no bolso, sem fazer conta da taxa de juros cobrada, não é apenas dos consumidores de
baixa renda, tradicionais compradores das Casas Bahia. Esta é a mentalidade comum do brasileiro, independente
de poder aquisitivo: endividar-se, comprar mais do que ganha, não levar em conta a taxa de juros e considerar apenas se as parcelas cabem na renda mensal.

Até as empresas do setor de luxo já aprenderam que este é o país da parcela, e marcas como Cartier, Tiffany, Armani já parcelam seus produtos de preço médio de R$ 75 mil em seis parcelas. O Brasil é o único país do mundo em que as passagens da American Airlines são parceladas.

O brasileiro, que está sendo chamado de “homo economicus brasiliensis”, compra tudo a prazo, parcelado –  iates, imóveis, carros,
jóias e roupas. E acredita que paga um veículo em 30 vezes sem juros. Num cenário de altos juros como o nosso, o resultado é: assalariado com renda mensal de R$ 1.300 com dívida acumulada de R$ 31.500; vendedora com renda mensal de R$ 3 mil e dívida de R$ 40.000; médico com renda mensal de R$ 25 mil e dívida de R$ 70.000. Estes são apenas alguns exemplos revelados na pesquisa e em comum, todos já estão com suas dívidas fora de controle.

O endividamento do brasileiro, que em 2006 era de 18% está em 30% da renda anual, em 2011.  E as linhas de crédito que mais crescem, são justamente as que cobram os maiores juros: cheque especial e cartão de crédito.
Conseqüentemente, a inadimplência geral das pessoas físicas teve a maior expansão em nove anos – de -2% em 2010 para 22% em 2011.

A continuar como está, essa mentalidade de conseguir status a qualquer preço, sem paciência para fazer poupança, comprando tudo em parcelas que “cabem no bolso”, e num cenário de altos juros, seremos todos velhinhos
endividados e pobres, dependentes de nossos filhos.

Patricia Marra, agosto de 2011.

 

Dados: Pesquisa realizada pela seguradora MetLife, publicada na Revista Exame, Edição 996, que entrevistou 500 funcionários de empresas do país, sendo mais da metade da amostra, das classes A e B; Pesquisa encomendada pela Exame, publicada na Edição 997, realizada pelo Instituto Ipsos.

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QUERIDOS AMIGOS DA CLASSE MÉDIA, AINDA BEM QUE SAIU NO FINANCIAL TIMES, EU ACHEI QUE ESTAVA FICANDO LOUCA

Enviado em Uncategorized por pmarra em 31 31UTC julho 31UTC 2011

Como habitante da tradicional classe média, há alguns anos venho escutando o “enorme sucesso” da economia
brasileira, que o Brasil é a “bola da vez” no cenário econômico mundial, que está atraindo um volume recorde de investimentos, do número diário de novos milionários que surgem no país, da ascensão da nova classe média, etc, etc.
Pensei que finamente chegou a vez da minha geração, de finalmente, conseguir gerar alguma riqueza e parar de “comer” a riqueza gerada por nossos pais e avós.

Mas o que vivenciamos nos últimos anos são amigos que perdem o emprego e não conseguem uma nova recolocação à altura
de sua formação – e nem do salário anterior, perda de benefícios com empregos sem registro em carteira, amigos que tentam empreender e são pegos pela grande burocracia e pelas altas taxas de impostos. E cada vez mais – muitas, mas
muitas horas extras, jornadas extenuantes de trabalho, executivos e profissionais liberais que chegam em casa às nove da noite, principalmente numa cidade como São Paulo, que possui o trânsito como agravante. Férias de 30 dias, não existem há uns 20 anos, e o que antes eram dois períodos de quinze dias já estão sendo convertidos em venda de férias para a empresa empregadora ou “uma semaninha” de férias por ano.

E como resultado, temos o aumento do consumo de antidepressivos, o surgimento da “Síndrome do Pânico”, crises de
stress e aquele sentimento de cansaço, de derrota, de não conseguir prosperar numa economia tão “próspera” quanto a nossa.

Mas finalmente, a explicação, que não sai na imprensa brasileira, finalmente foi dada, pelo diário econômico britânico “Financial Times”.

E ela é bem simples: o Brasil tem um governo que financia os muito ricos por meio do BNDES, tirou 33 milhões de brasileiros da pobreza com medidas assistenciais e ele fez tudo isso COM O DINHEIRO DA CLASSE MÉDIA TRADICIONAL, que trabalha jornadas extenuantes e paga os impostos mais altos do mundo.

Os dados que comprovam isso são: os preços da carne e da gasolina dobraram, assim como os pedágios nas estradas, assim como comer em restaurantes, assim como o lazer e o turismo; e nossos imóveis e carros estão entre os mais caros do mundo.

E ao contrário do que é oferecido pelo serviço público de alguns países em desenvolvimento, nós não recebemos NADA,
MAS NADA MESMO, DO NOSSO GOVERNO. Nem escolas públicas, nem serviço médico ou odontológico, nem mesmo segurança pública.

Dos 190 milhões de brasileiros, 105,5 milhões são da classe média, sendo que 20 milhões somos nós, da classe média tradicional, com renda mensal superior a R$ 5.175, a chamada classe média “perdedora”. Dá pra ser diferente? Na Índia, a classe média  tradicional foi beneficiada com a ascensão da economia indiana.

Mas no Brasil, a renda de 50% dos habitantes da classe média cresceu 68% em termos reais nos últimos dez anos, enquanto os 10% mais ricos da classe média viram sua renda crescer somente 10% no período. A renda média dos brasileiros com estudo universitário sofreu uma perda de 17% entre 2003 e 2009 (Dados de Marcelo Neri, da Fundação Getúlio
Vargas, especialista na classe média brasileira).

E para finalizar, a classe média tradicional tem que dividir a mesma infraestrutura – que não foi aumentada –
com a classe média ascendente. E tem que disputar as mesmas vagas de emprego, em desvantagem, já que a classe média ascendente ainda possui salários menores.

Eu já estava me esquecendo, ainda tem mais uma: com essa prosperidade da nossa economia, o aumento do consumo sem que
haja uma contrapartida na produção, gera a nossa conhecida, inflação. E para combatê-la, o governo aumenta as taxas de juros e quem fica ainda mais penalizado com as taxas de juros é a tradicional classe média, que tem que pagar pelos produtos e serviços mais caros do mundo. Entendeu????

Caso não tenha entendido, deixe sua mensagem após o sinal, eu não estarei aqui para falar com você, vou tomar meu
antiinflamatório porque estou com uma contratura na coluna, resultado de uma crise de stress, que é resultante de jornadas extenuantes de trabalho, e por vários anos.

A minha empregada também não estará, porque ela vai buscar o marido, um habitante da classe média ascendente, que
saiu do emprego, juntou todo o seu fundo de garantia, comprou um caminhão para começar seu pequeno negócio de entregas. Mas acabou de ser assaltado, não tinha dinheiro para o seguro e perdeu tudo.

O meu marido, você só encontrará às nove da noite. E na semana que vem, estaremos todos fora, pra tirar aquela “semaninha” de férias.

Mas pelos menos, e graças ao Financial Times, sabemos que não somos todos uns fracassados, nem estamos loucos, só
estamos cansados.

 

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ESTRATÉGIA ERRADA DÁ PREJUÍZO: QUE O DIGA AS CONSTRUTORAS BRASILEIRAS

Enviado em Uncategorized por pmarra em 31 31UTC julho 31UTC 2011

O pior desempenho na Bolsa de Valores neste ano, entre os principais setores, foi o do mercado imobiliário,
queda de 21%, em média. A alegação das incorporadoras é o aumento do custo das obras.

Tirando algumas empresas com problemas específicos de endividamento, como a Gafisa, que não conseguiu
digerir as obras atrasadas da Tenda; e com honrosas exceções, como a JHSF, que apresentou resultado acima do esperado no 1º trimestre do ano, pode-se dizer que a rentabilidade das construtoras caiu.

Justificar esse desempenho ruim apenas com o alto custo das obras – matéria-prima e de mão-de-obra é ser muito
simples.

O que vemos acompanhando, nos últimos anos, é uma corrida desenfreada das construtoras para crescimento em
todo o Brasil, com compras e associações a construtoras locais; e em vários segmentos de mercado.

Construtoras que possuem experiência no segmento residencial de alto-padrão comprando mercado no segmento popular, onde claramente, não têm expertise, não conseguem realizar uma obra de baixo custo, não conseguem abrir
mão dos processos de alto padrão construtivo e das matérias-primas de qualidade que desenvolveram ao longo de sua trajetória e que estão acostumadas a  trabalhar.

Construtoras com experiência nos segmentos industrial e comercial realizando incursões  no pulverizado e
extremamente competitivo setor residencial
; e que não conseguem concorrer em condições de igualdade com os milhares de “construtores-formiga”, pequenas empresas familiares que possuem um conhecimento superior no mercado local e que
conseguem custos menores por possuírem sistema construtivos mais simples, por vezes, rudimentares.

A Cyrela, líder do mercado, tem grande participação nesse quadro em que se encontra o setor. A construtora
adotou como estratégia a rápida expansão em todo o Brasil, com associações a diversas construtoras locais e não conseguiu controlar suas associadas – nem no desempenho e nem nos custos com compra de matérias-primas e contratação de
pessoal. E como nesse país, todo mundo segue o líder sem questionar, a Cyrela teve sua equivocada estratégia copiada rapidamente por outras grandes e importantes construtoras.

Como terceirizar não é sinônimo de perder o controle, e infelizmente esta é uma lição ainda difícil para as
empresas brasileiras, percebemos os resultados nas duas pontas: clientes insatisfeitos com o prazo de entrega e a qualidade de seus imóveis, e o setor é um dos campões de reclamações no Procon. E na outra ponta, acionistas profundamente
incomodados, segurando um papel que vale menos.

Caso essas construtoras estivessem se utilizando de Inteligência de Mercado, a Cyrela estaria monitorando suas primeiras aquisições e teria percebido mais cedo que não estavam gerando o resultado esperado. E a tempo de revertê-la.

E caso as outras construtoras do setor estivessem se utilizando de Inteligência Competitiva, teriam constatado
que a estratégia da Cyrela estava equivocada e teriam se aproveitado disso para tirar sua participação de mercado. Desconfio que a JHSF acertou na estratégia, manteve-se em seu core business, focada, no mais puro estilo “menos é mais” e não por acaso, registrou uma alta em seus papéis de 41% neste ano.

Mas como a nossa cultura empresarial ainda é a de resultados rápidos no curtíssimo prazo, tudo é muito urgente, nossos executivos são pressionados para alcançarem super metas, resultados super rápidos, em todos os segmentos, em todo o território nacional, e com expansão internacional, etc, etc, o resultado, como já disse uma grande publicitária brasileira, é que depois a “pressa passa e a merda fica.”

 

Patricia Marra.

 

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NUTTY BAVARIAN, UM CASE DE SUCESSO NO BRASIL

Enviado em Uncategorized por pmarra em 11 11UTC maio 11UTC 2010

 

NUTTY BAVARIAN, UM CASE DE SUCESSO NO BRASIL

A Nutty Bavarian, rede americana trazida para o Brasil em 1996, pela empresária Adriana Auriemo, é um exemplo de uma rede de franquias bem-sucedida e cuja estratégia inicial, e que até hoje se mantém como principal, é a presença em quiosques de Shopping Centers. A rede é composta por 2 quiosques no Estado do Pará, 1 em Goiás, 1 no Mato Grosso, 3 em Brasília, 8 em Minas Gerais, 1 no Espírito Santo, 1 no Rio de Janeiro, 41 em São Paulo, 6 no Paraná e 2 em Santa Catarina.

Atualmente, a empresa comercializa seus produtos também em empórios, centros de conveniência e realiza vendas para festas e eventos em geral.

 http://www.youtube.com/watch?v=buQqso72RHY

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H.STERN, nota 10 para a inovação

Enviado em Uncategorized por pmarra em 22 22UTC abril 22UTC 2010

H. STERN, NOTA 10 PELA INOVAÇÃO 

A releitura de “Alice no País das Maravilhas”, do cineasta Tim Burton, desencadeou uma onda de aplicações de seu estilo marcante na moda, no mundo do entretenimento, na decoração e em vários outros setores que procuram se utilizar deste design tão vanguarda, marcante, inovador.

Entre estas empresas, não poderíamos deixar de citar a líder H.Stern, que mais uma vez, sai à frente com uma coleção de jóias irretocável, surpreendente. São peças que utilizam o mais puro design de vanguarda, coberto de ouro, brilhantes e resina colorida. E como sempre, para tangibilizar uma estratégia há muito utilizada pela H.Stern, em dois tamanhos – a peça conceito, mais exótica e de preço mais salgado – e peças menores, acessíveis ao bolso da classe média, parcelados em até 10x.   

Em destaque, as peças da coleção, a vitrine da Ellus e a vitrine da H.Stern no Shopping Cidade Jardim, São Paulo.

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DINHEIRO NA CUECA PODE, DANCINHA, NÃO

Enviado em Uncategorized por pmarra em 2 02UTC março 02UTC 2010

 

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e de consumidores, ligada à Presidência da República, denunciou ao Conar – Conselho de Autorregulamentação Publicitária- a Campanha de uma cervejaria em que Paris Hilton (Herdeira? Socialite? Modelo? Atriz?) aparece vestida, dançando, no lançamento de uma cerveja com o cafona nome de “Devassa”.

O Conar abriu três processos éticos contra a campanha de lançamento da cerveja por considerar a campanha sexista e desrespeitosa à mulher.

Confesso que quando assisti ao filme, como marqueteira, achei medíocre, mais um exemplo de comunicação que acha que para ser popular tem que ser banal, beirar o mau gosto.

E achei ridículo que algum publicitário sugerisse, e um cliente aceitasse pagar um cachê para Paris Hilton, insossa, tonta, ilustre desconhecida do público brasileiro – ainda mais num país com tantos e belos exemplos de mulheres devassas. Não faltariam dançarinas de funk, mulheres-frutas, ex-BBBs, até mães de ex-BBBs, que topariam fazer a tal dancinha, bem menos vestidas e por um cachê bem menor.

Como mulher, já não me surpreendo com mais um exemplo vexatório de exposição do sexo feminino. Reconheço que sinto mais vergonha quando essas mulheres são entrevistadas, todos os dias, em quase todos os programas de TV brasileiros, dizem grandes bobagens, no pior português e encerram com aquela dancinha humilhante, sempre mostrando seus corpos. O que sinto é uma mistura de vergonha e pena.

 A mesma vergonha e a mesma consternação quando penso que por trás de tudo isto, esteja mais um ato da também vexatória campanha eleitoral da sra. Dilma, “companheira” do presidente, manipulando a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres para mostrar algum envolvimento com a condição e a exploração da imagem da mulher brasileira.

Isto tudo é tão antigo, me lembra a “Marcha com Deus pela Sociedade”, provocada pelo governo, na década de 60, para incitar a classe média conservadora contra a Revolução de 67 e que desencadeou uma onda de perseguições, assassinatos, torturas e exílios nunca vista na história deste País.

E pânico mesmo eu sinto é que se for isso mesmo, teremos mais um governo de hipocrisia, em que lotar a cueca e a meia de dinheiro corrupto pode, inchar a máquina pública para dar emprego a todos os companheiros pode, a Paris Hilton aparecer vestida, dançando ridiculamente com uma latinha de cerveja, não pode.

http://www.youtube.com/watch?v=hG0Drkb4L38

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PROCURA-SE UM VENDEDOR DE PICOLÉ

Enviado em Uncategorized por pmarra em 23 23UTC fevereiro 23UTC 2010

 

Gente, o Brasil está  à procura de um profissional que faça com paixão, disciplina, persistência, bom humor. Pode ser um vendedor de picolés.

Foi visto pela última vez na Praia do Futuro, em Fortaleza.

http://www.youtube.com/watch?v=3vMdWNqLzLw

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O MARAVILHOSO MUNDO DE WALTER MIGUEL

Enviado em Uncategorized por pmarra em 5 05UTC fevereiro 05UTC 2010

 

O MARAVILHOSO MUNDO DE WALTER MIGUEL

Quando Walt Disney fundou o Walt Disney World provavelmente não imaginava os séquitos que teria mundo afora, e que durante 20, 30, 40 anos, tentariam reproduzir seu sonho.

Pois bem, exatamente no Brasil – aquele país do futuro aonde o futuro já chegou – na rodovia SP 342, próxima ao município de Poços de Caldas, há exatamente 13 anos atrás, um descendente de libaneses, ex-engraxate e empresário bem-sucedido de hotéis da cidade de Serrana fundou o WALTER WORLD, um parque temático no mais puro estilo “jeca tatu” – e olha que eu falo com todo o carinho, respeito e cumplicidade porque também sou uma jeca tatu, da região do Triângulo Mineiro.

O Parque Temático Walter World possui 150.000 metros quadrados de muito verde, atrações ao ar livre e em áreas cobertas, brinquedos aquáticos, simuladores, montanha-russa, teatro, praça de alimentação; tudo adaptado ao estilo mineiro e ao bolso da classe média brasileira. A programação visual, presente em todo o parque e em todos os brinquedos, nos uniformes dos funcionários, nas placas que orientam sobre idade e recomendações médicas (sim, como na Disney) foi realizada por artistas locais e patrocinada pela Coca-Cola. Os artistas são estudantes de teatro e educação física das cidades vizinhas ao Parque. Na torre do terror, os monstros, que custariam mais, são substituídos pelos primos Roberto e Rogério, que na hora certa, e durante todo o dia, aparecem devidamente maquiados para “assustar” os pequenos. Na praça de alimentação, a deliciosa comida mineira, nos pratos e nos lanches – como o tradicional bauru.

O brinquedo que é uma versão do “It’s a small world” – diferente do original da Disney, que mostra povos de todo o mundo, é um passeio aquático pelos esquecidos heróis de todo o Brasil – afinal, o fundador do Parque, Walter Miguel e seu irmão, Waldemar, foram heróis da Revolução de 1932, da Fazenda de São Bento, no município de Passa Quatro, Sul de Minas Gerais. Foram condecorados com a medalha Alferes Tiradentes.  Tudo isto relatado no Museu do Exército, localizado no interior do Parque.

Antes que vocês pensem que me tornei uma guia turística, o que eu gostaria é de manifestar minhas homenagens póstumas ao Sr. Walter Miguel, que logo após a inauguração do Parque – aquele que sonhou e levou 25 anos para concretizar, faleceu em um acidente de carro.

Provavelmente o Sr. Walter não ficou sabendo que ele também seria um grande empreendedor e marqueteiro , capaz de inspirar outros jovens brasileiros  e de ensinar grandes lições, por exemplo, aos investidores do natimorto Parque Terra Encantada, no Rio de Janeiro; ou do Hopi Hari, em Vinhedo – que hora atira para cima – com preços muito altos para a renda do brasileiro – hora atira muito para baixo – tenta popularizar o parque – fica sem posicionamento e trai os dois públicos – e não consegue ser bem-sucedido.    

O Walter World oferece, há 13 anos, um entretenimento seguro, em excelente estado de conservação, agradável, alegre, brasileiro, mineiro, com estacionamento a R$ 7 e passaporte a R$ 15. Hóspedes dos hotéis do Grupo (como na Disney) podem utilizar gratuitamente o Parque enquanto estiverem hospedados (melhor que a Disney). Atrai famílias de todo o Estado, excursões escolares e poderia atrair mais, caso a comunicação não fosse, digamos, mineira. Quando questionei o funcionário da recepção sobre o parque ser pouco divulgado para o restante do Brasil, o que ouvi foi “mas a gente num qué não, que é pra num vim muita gente, senão fica muito cheio, fica ruim. Assim tá bão, só os daqui de perto já lota o Parque”.

Feliz 2010 para você, que inicia uma década de muitas oportunidades no Brasil, pode escolher, se você quer ser um executivo das empresas pequenas que estão surgindo, das médias que estão crescendo, das globais que estão chegando; ou se quer ser empreendedor no segmento popular, ou da nova classe média, ou ainda dos milhares de milionários que surgem no país, diariamente.  Pode ser na infraestrutura, ou no varejo, ou na construção, por exemplo, setores com grande potencial de crescimento. E se faltava inspiração, está aí o Walter World, o maravilho mundo do Sr. Walter Miguel. 

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O TRISTE FIM DA DASLU

Enviado em Uncategorized por pmarra em 7 07UTC janeiro 07UTC 2010

O FIM DA MARCA DASLU

É com grande pesar que comunico que a marca Daslu, tal como conhecíamos, faleceu.  Foi vendida para o investidor André Esteves, da BTG Pactual, que também ficou com a loja do Shopping Cidade Jardim. O prédio da Villa Daslu será desativado.

Como marqueteira, lamento o fim de uma marca pioneira, que consagrou-se como templo de luxo do Brasil e como tal,  abriu os olhos das grandes marcas mundiais de luxo para o potencial  do nosso País.

O episódio da Daslu encerra uma fase da gestão familiar brasileira. A empresa começou com duas amigas vendendo para outras amigas, em casa, um produto bacana, importado, com preço bom, sem imposto. Atingiu seu auge em uma discreta e confortável loja, que mais parecia uma casa, sem sinalização, no agradável bairro de Vila Nova Conceição, na cidade de São Paulo. Até aí, mais uma exemplo da nossa aristocracia, que tal como os políticos e várias empresas, não pagam imposto e não se sentem desconfortáveis por isso, já que o nosso governo e o nosso Congresso também não são sérios, a nossa polícia é corrupta, aquela história que é nossa velha conhecida e justifica tudo, que sempre se repete, como aconteceu recentemente com a socielite Tânia Bulhões e a Maison que leva o seu nome.

A ingenuidade da empresária da Daslu e seus filhos, que estavam à frente do negócio e também não foram bem aconselhados, foi a de sair do discreto lugar em que estavam e enfrentar o Shopping Iguatemi com a gigantesca Villa Daslu, em área de grande visibilidade, com grande estardalhaço na imprensa, mantendo um modelo arcaico de gestão e sonegação fiscal. Tal postura não fica impune no Brasil de hoje, que atrai os olhos – e o bolso – dos investidores mundiais, num cenário nacional de grande disputa por posições – principalmente no promissor segmento de luxo brasileiro.  

A história ganha contornos ainda mais tristes pela prisão da carismática fundadora da Daslu, num momento em que já travava uma grande batalha contra o câncer.

A família Jereissati ganhou, mas não levará. O espaço da Daslu será ocupado pelo Shopping Cidade Jardim que possui uma gestão moderna, ousada, descentralizada, tem agilidade na negociação com os lojistas, um marketing da melhor qualidade, com ações contínuas de convivência e relacionamento com os seus clientes, tanto em seu templo de modernidade e conforto que fica na Marginal Pinheiros, quanto na web – pelo site, facebook, twitter. Mas esta é outra história, que contaremos depois. Hoje, quero registrar o meu pesar por uma marca nacional, inovadora, emblemática.

Minha Crença

Enviado em Uncategorized por pmarra em 8 08UTC abril 08UTC 2009
Photo by Patricia Marra - direitos reservados

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Eu acredito que a sorte alcança aqueles que reúnem:

1. Senso de oportunidade: capacidade de monitorar o ambiente de mercado para criar oportunidades de inovação e aprimoramento. Disciplina em buscar o conhecimento sobre a satisfação do cliente, a expectativa do público-alvo e a atuação da concorrência.

2. Visão objetiva e otimista: ser realista, mas com otimismo, para saber mudar de ponto de vista, encontrar outros meios, quando as coisas não vão bem.

3. Metas e estratégias claras: planejamento estratégico com objetivos bem definidos e meios para se alcançá-los.

4. Poder de realização: plano de ação, para definição e controle do que será feito a curto e médio prazo, respectivos executores, tempo de execução e orçamento previsto.

 

Esta é a minha profissão de fé: assegurar competitividade às empresas – a chamada boa sorte nos negócios.

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